sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Inocencia.



Hoje posso tocar, no que antes era só sonhar.
Hoje posso sentir e deixar meus lábios sorrirem.
Você veio simples trazendo contigo a esperança.
Lembramos juntos dos tempos de criança,
das brincadeiras engraçadas que pareciam piadas.
Palavras que foram proferidas no começo de nossas vidas,
e que hoje se renovam e quem sabe venham a se cumprirem.
Você trouxe contigo a pureza e nela a beleza,
desanuviou as nuvens pesadas de um céu nublado,
juntos com jeitinho meio safado.
Não pensei duas vezes e quis agarrar a realidade,
bani fora os medos e me lancei,
fiquei com receio de perder a verdade.
Amanhã não sei como vamos estar,
mas te agarrei pra não te deixar passar.
Vem comigo viver,
esquecer as lágrimas e o que nos fez sofrer.
Sentir sua presença e me permitir simplesmente VIVER.
(Simone Prado)

Obrigada vó e vô por serem os arquitetos desse monumento que veio pra abalar as minhas estruturas...rsrsr

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Ao cheiro das Águas...






O coração se regenera e se renova e ama de formas diferentes e nenhuma delas  deixa de ser verdadeiro.

As flores dão sementes, dãos seus frutos, dão suas flores, depois murcham e morrem até surgir um outro botão e uma nova flor.
Somos pertencentes a natureza e como ela nos renovamos, ainda que muitas vezes pareça não ter recomeço e que tudo chegou ao fim.
Há sempre uma nova oportunidade quando abrimos o coração pra receber o melhor que a vida tem pra cada um de nós. (Simone Prado)

 "Se envelhecer na terra a sua raiz, e o seu tronco morrer no pó,

Ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como uma planta.

Porém, morto o homem, é consumido; sim, rendendo o homem o 


espírito, então onde está ele?

Como as águas se retiram do mar, e o rio se esgota, e fica seco,


Assim o homem se deita, e não se levanta; até que não haja mais


céus, não acordará nem despertará de seu sono.

Jó 14:8-12

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Momentos...



Já cansei de tanta dor,
de tanta nostalgia,
de tantas humilhações de esmolas dadas do tempo.
MOMENTOS são plenitudes que nos levam além de nós.
Sou como pássaro sem asa que voa a me buscar,
se me der um pouso tranquilo e águas pra bailar.
Já busquei o mundo mas não o encontrei nas coisas perfeitas,
achei refúgio nas imperfeitas e em meio a simplicidade.
Fui afagada em meio ao tormento,
conflitos de pensamentos que não me levaram a lugar algum.
Já me senti tão pequena, tão frágil num corpo inseguro,
mergulhada no escuro dentro de mim.
Hoje pousei numa terra que nunca pisei,
e me sinto descançar,
talvez recuperando forças para um novo voar.
(Simone Prado)

domingo, 16 de fevereiro de 2014

PARTIU? EU NÃO SEI!

Para o sofrimento há o limite,
para o descaso há o desamor,
para o egoismo há a amargura,
do que um dia chamamos de AMOR.
Assim se abrem as feridas,
 em meio ao abandono,
das palavras outrora esquecidas,
dos relatos da paixão.
Um dia acordei, e não te encontrei.
PARTIU? Eu não sei!
(Simone Prado)

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Inércia

Após grandes descargas de sofrimento interno nas emoções,
grande carga de pressão psicológica talvez a inércia seja um escape humano.
É como se o cansaço mental fizesse o corpo a ter essa reação.
Tipo: Não importa mais o que vier, tanto faz como tanto fez.
É mais ou menos esse pensamento.
Frieza, torpes, descaso, que nada mais é que um grande cansaço físico e mental.
É não se importar mais, é não ser mais escravo de si mesmo, num processo obsessivo de pensamentos.
Então um belo dia você acorda e não sente mais o mesmo amor, a mesma paixão, as mesmas lembranças...
Primeiro pensamento: estou curado!
Mas logo após: uma tristeza por não sentir mais o mesmo amor.
O que era doce e puro e sincero, já não está mais ali, ou será que está? Talvez adormecido de tantas lutas e conflitos, será que um dia acordará?
Ou se foi para sempre?
Talvez seja melhor assim, esquecer você dentro de mim.
A saudade não é mais como um punhal cravado no peito, mas a sensação de abandono é real.
Coisa que o tempo deve entrar como um aliado.
E o beijo agora tem um gosto tão amargo, tão frio...será o FIM?
...ou apenas amargura que afoga você em mim?
...e vou caminhando solitária mergulhada na solidão da minha alma...uma sensação de alivio de não sentir mais angustia, mas agora a apatia e o sorriso que me falta...
(Simone Prado)


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Preparada pra matar.....de amor....

Eu resolvi lutar,
sair da zona de conforto e me lançar.
Resolvi expor meu coração,
resolvi me levantar do chão.
Resolvi guerrear,
cingir meus ombros para o bom combate,
não me acovardar, ir até o fim,
conquistar você pra mim.
Minha meta; seu coração,
deixar de lado um pouco a razão.
A ordem é de ataque!
Não abro mais mão,
sai da frente senão atropelo,
venho com a força de um canhão.
Sou guerreira e estou armada até o lombo,
minha arma tem munição,
são feitas de pétalas de rosas
vão bem certeiro no coração.
(SIMONE PRADO)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Medos e incertezas de minha alma...


Eu não sei mais o que dizer da falta que sinto de você,
as palavras tem se ausentado de mim,
porque sua ausência me castiga sem dó.
Tenho tanto medo das emoções que me torturam a cada dia,
e me sinto tão sozinha e pequena demais.
As vezes penso como seria um dia inteiro ao seu lado,
acordar e ao abrir dos meus olhos ter seu rosto bem junto ao meu.
Poder esticar minhas mãos e tocar sua face e olhar bem dentro de seus olhos.
Tenho me cansado do sofrer, das noites vazias do meu ser e
tenho tanto medo de um dia acordar e não ver mais você
De não te achar mais em mim, nem em meio as minhas lembranças,
nem mesmo no meu jardim.
Não sentir mais seu perfume e te perder,
tenho tanto medo de deixar de amar você.
(Simone Prado)

eduardo maria nunes

Esta vida é como um carrossel,
Tantas voltas dá até parar
O pintor pinta com o pincel
Nas colmeias fabricam o mel
As abelhas num vai e vem sem parar.

Com a esperança continua a beleza!
Na vida tudo vale, na vida tudo acaba
Penso eu não tenho a certeza
Coisa doce não amarga,

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

No fundo do seu olhar...



Lá estava você com aquele jeito de olhar,
onde fala sem palavras ao me fitar.
 Me acaricia sem me por as mãos,
com um brilho de adoração.


Olha bem dentro da minha alma,

como se baixinho me pedisse: calma!
Em meu peito meu coração derrete,
é um brilho que me diverte.


Eu suspiro bem fundo,

querendo em ti mergulhar,
me deliciar em seus lábios,
ao meus olhos fechar.


Mas choro sofrendo,

seu olhar vou querendo,
quando de mim ele vai embora,
queria gritar bem alto:
volte e me olha


(Simone Prado)