sábado, 15 de fevereiro de 2014

Inércia

Após grandes descargas de sofrimento interno nas emoções,
grande carga de pressão psicológica talvez a inércia seja um escape humano.
É como se o cansaço mental fizesse o corpo a ter essa reação.
Tipo: Não importa mais o que vier, tanto faz como tanto fez.
É mais ou menos esse pensamento.
Frieza, torpes, descaso, que nada mais é que um grande cansaço físico e mental.
É não se importar mais, é não ser mais escravo de si mesmo, num processo obsessivo de pensamentos.
Então um belo dia você acorda e não sente mais o mesmo amor, a mesma paixão, as mesmas lembranças...
Primeiro pensamento: estou curado!
Mas logo após: uma tristeza por não sentir mais o mesmo amor.
O que era doce e puro e sincero, já não está mais ali, ou será que está? Talvez adormecido de tantas lutas e conflitos, será que um dia acordará?
Ou se foi para sempre?
Talvez seja melhor assim, esquecer você dentro de mim.
A saudade não é mais como um punhal cravado no peito, mas a sensação de abandono é real.
Coisa que o tempo deve entrar como um aliado.
E o beijo agora tem um gosto tão amargo, tão frio...será o FIM?
...ou apenas amargura que afoga você em mim?
...e vou caminhando solitária mergulhada na solidão da minha alma...uma sensação de alivio de não sentir mais angustia, mas agora a apatia e o sorriso que me falta...
(Simone Prado)


Um comentário:

  1. Belíssimo texto! A solidão pode parecer que apenas destrói. Mas, muitas vezes constrói...

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