sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Coloca-se uma pedra..

Coloca-se uma pedra em cima da hipocrisia,
do sorriso falso, e das pessoas não verdadeiras.
Colaca-se uma pedra em cima de relacionamentos conturbados,
de palavras que marcaram, em corações sofridos.
Coloca-se uma pedra ...



Coloca-se uma pedra em toda politicagem suja e desvairada,
que se prostitui nas suas trapaças...
coloca-se uma pedra em cima do corrupto, do ladrão, do que não tem escrúpulo...
Coloca-se uma pedra.

Coloca-se uma pedra no passado que te aprisiona,
que faz do seu leito, uma grande cama,
onde lembranças que não nos levam a nada,
roubam a cada dia nosso tempo,
ocupando a nossa mente, e não nos servem pra quase nada.
Coloca-se uma pedra...

Coloca-se uma pedra em cima do fracasso,
das desilusões, das mágoas e das tristezas contidas,
causando a fora tantas feridas...coloca-se uma pedra.

Coloca-se uma pedra na beira do caminho,
que existem pedras em meio aos espinhos.
nas rochas mascaradas, que vêem para empacar nossa estrada.
Que rolem as pedras e que não nos impeçam a nada.

Que sejam retiradas as pedras que já não servem mais,
que inibam nossos sonhos e nossos planos,
impedindo que os tornem reais.
Essas pedras sejam lançadas num abismo profundo
pra que não impeçam a felicidade do nosso mundo.

E vamos colocando e retirando pedras e caminhando e que não sejamos pedras no caminho de ninguém.
(Simone Prado)





terça-feira, 26 de novembro de 2013

Renuncia do que restou...




Apenas lembranças do que podia ter sido,
embora hoje olhando não parece o sonho tão bonito,
o que pra trás ficou.
Embora fosse amor,
fosse a queimar,
um fogo avassalador.

Agora é respirar fundo e olhar pra frente,
esperando que não aconteça novamente,
A RECAÍDA entre nós dois.
O que não tem que ser que fique de uma só vez,
pra não haver dores futuras,
nem desencavar algumas amarguras, que já se perdoou.

Vai, vai livre ser feliz!
Que o que vivemos seja apenas uma doce lembrança.
Vai, vai feliz! Sem culpas e nem amargor,
vai ser feliz a quem um dia chamei de AMOR.
(Simone Prado)

sábado, 23 de novembro de 2013

Me perdi



Eu não sei ao certo onde me perdi,
onde deixei de me  buscar. 
só sei que um belo dia olhei-me e eu não estava mais lá.
Agora vivo nessa busca de mim,
andando meio sem saber por onde ir.
As vezes parece tudo tão artificial,
tudo em preto e branco, sem sabor, 
e não sou tão anormal.
Tenho encontrado tantas pessoas nessa crise existencial. 
O vazio que está sempre ali,
bem presente em meu peito me deixando tão carente de mim.
Um mal desse século dizem ser,
essa intensa busca de me pertencer,
de me sentir como um invasor dentro da minha pessoa,
na eterna busca do que nem se sabe o quê.
Eu só queria me pertencer e me achar numa boa,
sem obrigar-me a nada.
Eu não queria que tudo fosse sempre assim,
mas um dia deixei de acreditar em fadas,
e agora acordo e durmo a me procurar,
quem sabe um dia quando eu me encontrar,
possamos caminhar de mãos dadas,
e todos esses dias de busca interior não serão mais tormentos,
apenas o deleitar da minha própria presença,
em todos os anos da minha existência.
(Simone Prado)
23-11-2013

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Mero desejo de ti.

Eu luto contra essa necessidade que me cala o peito,
para que a minha dependência não esteja em ti,
no abraço que falta, no beijo que já não me beija mais.
Mas com o passar do tempo, mera ilusão a minha,
que não mais me lembraria da falta que você me faz.
Porque meu corpo fala por mim,
respira seu cheiro,
de recostar-me em seu peito,
percorrendo faceira,
a corrida do desejo.
Sedenta vou te querendo,
algumas vezes até salivando,
com água na boca de sentir seu sabor,
e ainda falo todos os dias,
as juras de amor.
(Simone Prado)


terça-feira, 19 de novembro de 2013

O que vai na alma de um poeta?????/




Quantos choram por detrás das linhas de um poeta,
nas tintas escritas com a caneta da alma,
na sensibilidade que me pede: CALMA! 
O que vai na mente de um escritor,
a palavra vivida ou as vestes de um autor?
O apelo que grita e pede socorro,
ou o espirito que silencia e se cala dentro de si.
Ser figurante ou um ator?
Na novela da vida que se chama AMOR.
Em meio as escritas se são ou não verídicas ou mera ficção,
quem pode entender a linguagem de um coração?
Sou o que escreve a minha história,
se tem prosas e rimas ou apenas uma linha,
se  tem dias de nada escrever,
é porque escrevo com meu ser,
e respiro no meu próprio silêncio.
(Simone Prado)
19-11-2013


Que não seja eterna essa angustia...



Vai embora angustia do meu peito
me deixe viver,
vai embora o que aquieta o meu ser.

Não tenho pra onde ir,
nem quem me socorrer, nessa terra dos viventes
onde tento me esconder.

Essa angustia que me asfixia,
tá presente a noite
e também todo o dia.

Minha alma grita dentro de mim,
eu não quero sofrer assim!

Clamo ao meu Senhor!
Socorre-me por favor!
Não me deixe nessa angustia morrer.
Sei que és o único que vem me libertar,
então, venha me acalentar.
Tira do meu peito o que eu pensei haver um jeito,
e me faz aceitar o FIM,
do amor que não é pra mim.
(Simone Prado)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O que os olhos veem

O que os olhos vêem e na realidade nada visualizam?
Quantas vezes se olha, quantas vezes nos olham e só vemos o que queremos enxergar?
Quantas vezes enxergamos com o coração, colocando nosso querer, nossas emoções,
e distorcemos realidades, não aceitamos verdades...e elas estão bem na nossa frente...e pensamos:
Como não vi isso antes?
Fazemos papel de tolos, de desajustados porque os sinais estavam presentes todo o tempo.
E encontramos tanta hipocrisia, tantos sorrisos falsos que os olhos não queriam ver porque o ser humano quer crer nas coisas boas.
E há um tempo que é preciso enxergar claramente, é preciso parar de se enganar.
Ver o que é pra ser visto e aceitar o que não pode ser mudado.
Quantas vezes nos escondemos, não queremos ser vistos, nem avaliados, nem julgados....queremos fugir de nós mesmos, ou de situações e até tentamos nos refugiarmos em coisas que não se mantem por muito tempo.
Mas é fato: que um dia os olhos se abrem e o véu já não mascara nada, não há mais véu, somente a realidade nua e crua bem frente a nós, e sendo boa ou ruim a imagem, a enxergamos como tem que ser .
(Simone Prado)


sábado, 16 de novembro de 2013

O MUNDO VIRTUAL

O que os olhos vêem e na realidade nada visualizam?
Quantas vezes se olha, quantas vezes nos olham e só vemos o que queremos enxergar?
Quantas vezes enxergamos com o coração, colocando nosso querer, nossas emoções,
e distorcemos realidades, não aceitamos verdades...e elas estão bem na nossa frente...e pensamos:
Como não vi isso antes?
Fazemos papel de tolos, de desajustados porque os sinais estavam presentes todo o tempo.
E encontramos tanta hipocrisia, tantos sorrisos falsos que os olhos não queriam ver porque o ser humano quer crer nas coisas boas.
E há um tempo que é preciso enxergar claramente, é preciso parar de se enganar.
Ver o que é pra ser visto e aceitar o que não pode ser mudado.
Quantas vezes nos escondemos, não queremos ser vistos, nem avaliados, nem julgados....queremos fugir de nós mesmos, ou de situações e até tentamos nos refugiarmos em coisas que não se mantem por muito tempo.
Mas é fato: que um dia os olhos se abrem e o véu já não mascara nada, não há mais véu, somente a realidade nua e crua bem frente a nós, e sendo boa ou ruim a imagem, a enxergamos como tem que ser .
(Simone Prado)


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Não retenha, deixe voar...



Que escolha é essa, que dilacera,
 a vontade de reter, quando nunca se teve.
Que dor é essa que acaricio sua presença em minhas mãos,
que choro e rasgo meu coração e no intimo peço baixinho: NÃO VÁ
Eu lutei pra não acontecer, não tinha que ser você, eu tinha medo de te amar.
Depois me vi mentindo, não foi intencional,
 logo eu que condenava a mentira, mas menti pra mim,
achei  que você não era tão importante assim.
Não sabia se era a carência que vem nos confundir,
achei ser fácil deixar você partir...
Eu queria amar outra pessoa, não foi de boa essa seta do cupido,
errou novamente, aquele bandido de corações.
Vá! Não se demore, antes que me arrependa de não lutar.
Nunca me armei pra batalhar, a causa já estava perdida antes de começar.
O bom guerreiro sabe que muitas guerras não são como se vê.
há incógnitas dentro de um ser.
Voe Amor, se liberte dentro de si, se encontre mesmo que tenha que partir.
(Simone Prado)- 14-11-2013



Abandono

...é engraçado  vê-lo partir,  talvez eu já esperava, mas dói da mesma forma;
é sempre a mesma falta de educação, o mesmo descaso, a mesma frieza.
O egoismo de se achar único em meio aos seus problemas. 
NORMAL é sempre assim!
Nada de diferente, quando querem pisar na gente, não pensam na dor dos que ficam.
Os momentos passados num estalos são esquecidos, 
das palavras faladas: que palavras?
 Já não existem mais, o vento levou, a traça corroeu, o rato comeu....
...dos sonhos planejados, do caminhar de mãos dadas na praia, 
do violão na madrugada, da musica que podia ecoar...nada mais pra sonhar.
Agora é ferida, é magoa....que sabemos levar tempo pra sarar.
 Mas ainda reflete a palavra EU TE AMO, porque  grita aqui dentro querendo sobreviver, 
num afogamento no mar de ilusão.
Do abraço querido, das lágrimas escorridas, dos beijos trocados,
 da força das palavras de incentivo, sobra o silêncio, o vazio que rasga o peito,
 o ABANDONO perfeito,...
Me pergunto tantas vezes porque chegou, se ia partir?
 Que amor é esse que dizia sentir? 
Talvez nunca pensaste verdadeiramente em nós,
 agora segue adiante embora diz está também ferido, e não vê a minha dor..
.AMOR é pedra trocada assim?
 Sei que vou me calar, deixar você seguir em frente,
 mas recolha as sementes que deixou pra trás.
 Te achava tão inocente, puro, com cara de menino, e que jamais me fiseses sofrer..
mas é assim, o abandono sem fim,
 das pedras da calçada que sempre sobram pra mim.
(Simone Prado)




quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O VASO E O OLEIRO


A palavra do SENHOR, que veio a Jeremias, dizendo:

Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras.

E desci à casa do oleiro, e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas,
Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer.
Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.


Jeremias 18:1-6

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Prefiro acreditar nas borboletas

Prefiro acreditar nas borboletas que possuem beleza própria sem ofuscar a de ninguém.
Prefiro acreditar na sua leveza de espirito que não precisa das asas dos outros pra voar.
Prefiro acreditar que encantam pelo simples fato da natureza, que o detalhe de seu designer foi projetado pelo criador...prefiro acreditar no que se é próprio do que o criado artificialmente.
Prefiro acreditar que a seu encanto está no ver e não no tocar, se passarmos os dedos mesmo por mera delicadeza a sua textura natural é borrada, nossos dedos ficam manchados do cobiçar.
Prefiro ficar minutos a fitar seu voo meio desenhado, tentando adivinhar onde ela vai...
EU PREFIRO ACREDITAR NAS BORBOLETAS 
(SIMONE PRADO)

RELATEI...

Começar de novo e tantas vezes quanto necessário o recomeçar.
Olhar pra frente e o que ficou deixar.
Dos erros passados, dos joelhos arranhados, não se demorar,
o tempo é tão curto pra que cozinhar lugar.
Acho que vou ficando meio inerte,
com coração anestesiado e sem querer acreditar,
é sempre a mesma história, as palavras que não são verdadeiras,
as mesmas baboseiras e affff...enjoei.
Vamos olhar o SOL, ele sempre renasce, mesmo que tenha dias nublados e frios.
(Simone Prado)


domingo, 10 de novembro de 2013

ENTRE RAIOS E TROVÕES

Eu queria dizer tantas coisas,
mas julgo não ser preciso,
embora em meu rosto não carregue o mesmo sorriso,
de quando te encontrei.
Palavras não são necessárias pra dizer,
o que  você pode ver  em mim.
O quanto mudei desde quando percebi
que a amizade era mais que amizade,
que o amor surgiu novamente em meu caminhar,
que amar foi consequencia de querer amar.
Eu fugi, me escondi, corri em outra direção,
mas meu pobre coração se encantou,
porque é deslumbrante quando nos deparamos com o AMOR.
Embora correspondido amei um sonho proibido,
no meio do turbilhão da minha vida.
Novamente vão se abrindo as feridas,
que a desilusão vem trazendo,
e sei que de novo vou me escondendo,
no véu que se fecha e esconde meu rosto,
e enxuga minhas lágrimas,
da sensação de abandono de um vazio costumeiro no peito,
do que já é frequente entre RAIOS E TROVÕES.
(Simone Prado)


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Te encontrei...


Te encontrei,
nas linhas que não escrevi,
nas frases que não criei,
na história que não contei,
do livro que não publiquei.

Te encontrei nos olhos que se levantaram
e que fitaram sem ver,
te encontrei onde ninguém procurou,
onde não se podia ouvir,
dos sons que ainda não existiam,
da vida que nem ainda tinha vivido.
Nem mesmo esboçado um sorriso,
no coração que nem havia sentido,
e nem mesmo batido por não nascer.

Te encontrei, na brisa,
no vácuo do nada,
no tempo,
que no relógio,
nem significava,
...te encontrei.

Na areia que adentra os dedos,
quando os pés descalços te pude sentir,
não te encontrei quando eu buscava,
apenas quando mais nada esperava,
bem dentro de mim.

Te encontrei na minha essência,
na imensidão do isolamento,
no silêncio que cala,
do mergulhar enfim.
Te encontrei...encontrei...bem aqui...
(Simone Prado)

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Silêncio das noites findas....

Hoje vim falar do silêncio,
silêncio das noites findas,
silêncio da alma,
das necessidades  também fisicas.

Hoje vim falar do silêncio,
palavras que não são necessárias,
das bocas se se calam,
no silêncio mudo que mergulha no profundo.

No olhar que pede socorro,
mudo!

Hoje vim falar do silêncio de Deus,
das repostas que esperamos,
que nos causam ansiedades,
mas no tempo certo trazem verdades,
do que os olhos não querem ver.

Hoje vim falar do SILÊNCIO,
da dor interna que acelera o peito,
tentando responder.

Hoje vim falar de mim,
que tampa os ouvidos,
num gemido inexprimivel de luta interior,
de existencia, de uma certa demencia,
da voz que se apagou.


(Simone Prado)



NÃO sei estou de volta ou foi apenas a necessidade do silêncio mudo que se fala.
NÃO sei se no meu silêncio vou romper em poesia....NÃO SEI....não sei...