sábado, 23 de novembro de 2013

Me perdi



Eu não sei ao certo onde me perdi,
onde deixei de me  buscar. 
só sei que um belo dia olhei-me e eu não estava mais lá.
Agora vivo nessa busca de mim,
andando meio sem saber por onde ir.
As vezes parece tudo tão artificial,
tudo em preto e branco, sem sabor, 
e não sou tão anormal.
Tenho encontrado tantas pessoas nessa crise existencial. 
O vazio que está sempre ali,
bem presente em meu peito me deixando tão carente de mim.
Um mal desse século dizem ser,
essa intensa busca de me pertencer,
de me sentir como um invasor dentro da minha pessoa,
na eterna busca do que nem se sabe o quê.
Eu só queria me pertencer e me achar numa boa,
sem obrigar-me a nada.
Eu não queria que tudo fosse sempre assim,
mas um dia deixei de acreditar em fadas,
e agora acordo e durmo a me procurar,
quem sabe um dia quando eu me encontrar,
possamos caminhar de mãos dadas,
e todos esses dias de busca interior não serão mais tormentos,
apenas o deleitar da minha própria presença,
em todos os anos da minha existência.
(Simone Prado)
23-11-2013

6 comentários:

  1. Onde foi que te perdeste
    Te procurei até agora
    Por que não me disseste
    Já não é como outrora.

    Tudo esquece nesta vida
    Despercebido tudo passa
    Como a juventude perdida
    Para isso não há disfarça!

    Qualquer dia voltarei
    Muito em breve se calhar
    A flor que não devo abandonar
    No teu jardim a encontrei!

    Bom fim de semana
    para ti amiga Simone Prado
    um beijinho
    Eduardo.

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  2. Linda Simone, vim conferir o lindo poema sobre a busca, pois é, a Vida nos fala de várias formas, como você mesma viu que em meu poema também falei sobre isso, é porque é inerente do nosso espírito viver a buscar, mas precisamos antes de tudo nos encontrar, reencontrar, tantas quantas vezes for preciso até nos aconchegar bem dentro de nós mesmos, no mais profundo do nosso ser, nossa alma que nunca se cansa, nunca!
    Abraços minha doce amiga!

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  3. Só quem não se busca é quem desistiu da vida, é quem restou feito as poças d'água estagnadas, é quem não espera mais nada, é quem não tem um mínimo de vaidade, é quem tem prazo de validade, é quem não gosta da vida, pois a vida é dinamismo. O que hoje lhe apraz, amanhã não satisfaz.

    http://apoesiaestamorrendo.blogspot.com.br/

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  4. Nostálgico e belo poema.
    Ao longo da vida, por vezes nos perdemos de nós próprios, mas o importante é nunca desistir de encontrar novamente o caminho certo.
    Beijinhos
    Maria

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  5. Olá, querida
    Um poema que ressalta o valor da perseverança e do bem viver...
    Bjm de paz e bem

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  6. A vida é uma busca constante...
    Perdemo-nos na sua procura, muitas vezes achamos e não gostamos do que encontrámos....
    De qualquer maneira eu adorei mais este teu poema amiga!!!!
    beijinho
    anacosta

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