quarta-feira, 17 de abril de 2013

Como uma borracha

Eu queria que fosse tão simples te apagar da minha mente,
deletar-te de meu coração, assim como foi fácil pra você.
Eu queria que o passado já não estivesse em meio a lembranças,
de momentos que nada significaram em sua vida,
eu queria deletar todas as feridas.
Foi então que percebi que nem tão importante foi assim,
mas o que mais me entristece foi  o comportamento cruel,
o descaso, o fel.
Já deve está acostumado em causar tristezas,
já nem deve sentir sensibilidade.
Sensível? Não! Claro que não!
Pessoas assim não são sensitivas das emoções alheias,
estão acostumadas a falar qualquer asneira no jogo de conquistar.
Tratam pessoas como objetos,
na simples forma de usar.
Não! Ainda não esqueci o seu olhar! Mas isso é questão de tempo até terminar.
Dentro de alguns dias tudo vai se deletar,
passar a borracha e apagar.
Quando se apaga algo, ainda ficam por um tempo as marcas, que aos poucos vão sumindo,
e sei que seu rosto também assim vai se perdendo, até não mais existir.
Com certeza olharei pra dentro pra nunca mais te sentir. (Simone Prado)

3 comentários:

  1. BOM DIA MINHA AMADA AMIGA!
    CADA DIA VC ME SURPREENDE COM MAIS UM POEMA EMOTIVO NO AMOR...LINDAMENTE VC USA DE UMA TERNURA QUANDO ESCREVE...
    BJS

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  2. A melhor borracha é mesmo o tempo... Lindo de se ler.
    Beijinho e um doce fim-de-semana
    Ruthia d'O Berço do Mundo

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  3. Um poema lindo como sempre você escreve. O tempo realmente serve de borracha e vai apagando tudo. Beijos.

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