domingo, 11 de setembro de 2011

folhas secas



No recanto da ilusão,
da distancia de uma paixão,
no romper de um silencio
de uma dor sem fim.
Como punhal a rasgar meu peito,
dilacerando um coração que arde.
Folhas secas me vesti,
como forma de recitar minha arte.
Pintei-me de palha,
deitei-me como se passassem por mim.
Folhas secas me senti.
Mas sei que um dia,
o vento levará essas folhas de sobre mim,
mudará minha cor e também o meu jardim.
Lá estará deslumbrante o Jasmim colado a Rosa do Amor,
e sei que  desabrocharei como flor,
e não mais lembrarei de minha dor.

4 comentários:

  1. No recanto da ilusão
    Encontrou uma flor
    No olhar de uma mulher a paixão
    No seu corpo o amor.
    Na palha deitada
    No ardente calor
    Depois de consolada
    Não teve mais dor?

    Desejo para você resto de bom domingo,
    Eduardo.

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  2. E quando se vestir de rosa
    Não se esqueça de escrever em prosa
    Sei que fará da arte a poesia
    Uma flor que de amor se vestia.
    Quanto ao encanto que deixaste aqui
    Fico feliz em saber da dor
    A dor que não mais existe
    Nos olhos de quem um dia foi triste.

    Adoro quando me visita.
    Obrigada pela sua companhia amiga!

    Beijo no coração!

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  3. O vento com certeza levará a dor e trará flores para enfeitar seu jardim.Lindo e triste poema.Beijos

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  4. Um bom inicio de semana para ti querida..um beijo..

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