segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mundo acelerado...solidão.


Como é simples te encontrar e outras vezes tão difícil de estar.
Onde o silêncio é tão reconfortante e o barulho tão angustiador.
Algumas vezes te busco, como fuga pode até ser,
 mas até a solidão pode também trazer o conforto.
São tantas bocas falando, falando...parecem querer nos enlouquecer,
por que não conseguem simplesmente se silenciar por um segundo e deixarem de falar.
É tudo tão acelerado nesse mundo, que não consigo parar para escutar o que a vida quer me dizer.
As crianças no colégio não conseguem o hiperatismo vencer,
estão sempre se movendo procurando não sabem nem o que.
A humanidade caminha numa pressa sem fim,
numa ansia louca de consumismo e de realização,
esquecem de olhar ao redor e ver nas coisas simples a eterna beleza,
passam tão apressados que nem sabem quem está ao seu lado.
Correm sem saber pra que direção, parecem atletas numa maratona desgovernada,
que muitas vezes não se serve pra nada.
Alguns em determinados momentos se fadigam, se cansam e adoecem,
até se esquecem de quem é como gente.
Esquecem de amar, de descansar do trabalho de suas mãos, parece que o mundo vai acabar hoje,
então por que tanta correria? Por nível social? Por sobrevivência?  Se produzir se come, senão morrem de fome. Acabam-se destruindo o mundo interior, onde vivem em eterno pavor, sentem medo de si mesmo e do imaginário, e nem conhecem tão pouco o Criador. Por que pensar nisso agora, o fim desse mundo talvez demora, por que se preocupar onde tudo vai dar? Para muitos morrer acabou...será?

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